Vírus Planetário

O processo de comercialização das notícias criou uma indústria de comunicação perversa que tem por objetivo final o lucro. A Sociedade da Informação nada mais é do que um novo estágio do capitalismo em que a produção de conhecimento enquadrou-se numa grande linha de montagem, onde ideas e o próprio conhecimento são transformados em produtos. O poder econômico dos grandes conglomerados de comunicação alcançou proporções surreais, permitindo os poucos grupos que dominam esse mercado definir e influenciar questões políticas de acordo com o próprio interesse comercial. Quando quatro corporações (Viacom, Disney, AOL Time-Warner e News Corporation) concentram 90% da produção de jornais, rádios, televisão, teatro e cinema no mundo, fica descaracterizada qualquer possibilidade de democracia nos meios de comunicação e livre circulação de ideias. No Brasil, este cenário segue a mesma tendência internacional. Grandes fusões de monstros midiáticos nas últimas décadas vêm produzindo aberrações e reduzindo ainda mais o espaço para a troca de informações isenta de interesses econômicos.

A Vírus Planetário surgiu com o desejo de alguns estudantes universitários de criar um espaço para debater sociedade, política, cultura e mídia. A iniciativa resultou na criação de um projeto de comunicação independente, apartidário e sem fins lucrativos, integrado por recém-formados, estudantes e professores universitários. O objetivo é produzir, sempre que possível de forma irreverente e bem-humorada, conteúdo informativo sobre os fatos no Brasil e no Mundo de forma a contribuir com a produção de conhecimento, com o interesse público e com o bem comum da sociedade. A linha editorial da revista é pautada, essencialmente, pela democratização da comunicação, pelos direitos humanos e pelo fim das desigualdades sociais. A primeira revista Vírus Planetário foi publicada em maio de 2008, no Rio de Janeiro. Desde então, dez edições foram lançadas, e, atualmente, a revista consegue ser lançada em periodicidade bimestral. Apesar de estar mais concentrada no Rio de Janeiro, onde está o Conselho Editorial, a Vírus Planetário conta com colaboradores em São Paulo, Distrito Federal e Santa Catarina.

“Há 400 mil anos, nos tornamos Homo Sapiens. Desde então, nos diferenciamos uns dos outros Jornalismo pela diferença, não pela desigualdade.” Esse é nosso lema. Em nosso primeiro editorial, anunciamos nosso estilo; usar primeira pessoa do singular, assumir nossa parcialidade, afinal “Neutro nem sabonete, nem a Suíça.” Somos, sim, parciais, com orgulho de darmos voz a pessoas excluídas, de batalharmos contra as mais diversas formas de opressão.

Rimos de nossa própria desgraça e sempre que possível gozamos com a cara de alguns algozes do povo. O bom humor é necessário para enfrentarmos com alegria as mais árduas batalhas do cotidiano. O homem é o vírus do homem e do planeta. Daí, vem o nome da revista, que faz a provocação de que mesmo a humanidade destruindo a Terra e sua própria espécie, acreditamos que com mobilização social, uma sociedade em que haja felicidade para todos e todas é possível.

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