Um poema no caderno

Tantos caminhos
Nestes descaminhos
E eu sozinha
Vou encontrando pecinhas
Aqui, ali, sempre há algo por saber
Desencaixes aos montes
Pra depois construir uma tenda
Onde eu ponho os palpites
E esqueço os trajetos
Que depois recupero
Sem magia, sem cansaço
Só uma linha pontilhada
Com flores sem cheiro
Mas cores a ver
E você

Se a beleza que pesa sobre todas as coisas
Neste tempo que nos sustenta
Não se sabe sequer mais onde está
Este tempo
Que eu só vejo na poesia
Mas sobrevivo
E sou normal também

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