14 opiniões sobre “Minha vida de gorda

  1. Peço licença para um “desabafo”:

    Cheguei aqui por acaso. Costumo estar dormindo a essa hora, mas acabei agoniado com algumas questões – mentes inquietas… e uma delas é essa: como resistir bravamente, DE NOVO, à pressão social do “seja magro”.

    E o mundo vai dando pistas reais e concretas de que não quer o gordo na sociedade. Digo isso porque, usando o coletivo, noto que as cadeiras que eu sentava “meio” confortável, hoje não. E tem a “cadeira do obeso”, que nada mais é uma versão daquelas cadeiras reduzidas unidas por um estofamento e um couro amarelo, como um sinal de alerta: “você está gordo”. Ou, “você está incomodando”. Que incomode!

    Entre outras coisas, diferente de você Mari, eu estou com a auto estima baixa. Primeiro, que um “ex-amigo” foi muito preconceituoso com um rapaz que ele estava saindo, mas não daria para continuar “porque ele era gordo demais, como vou apresentá-lo à minha mãe e às pessoas da minha empresa?”. E notei que eu realmente, como AMIGO, nunca tinha sido também apresentado a ninguém da empresa dele no nível mesa de bar. Quando muito, era à distância que eu acenava um “olá” muito simpático e recebia um aceno educado.

    As pessoas que conheço… não sinto que elas me enxergam. Veem minha beleza, minha inteligência, minha coisa legal, mas nunca EU sexual, EU sensual no conjunto. É algo a parte, como você colocou,”para sexo e só”. Ou “para amizade e só”. Não cabem as duas fórmulas, como se fossem água e óleo. E eu sou uno e múltiplos.

    Pessoas, acordem e concordem: se todos fossem iguais, do mesmo tipo, do mesmo peso, ainda teriam que lidar com a obscuridade que é ser alguém para o outro e o outro pra si. E encontrar gente legal, com certeza, não está condicionado ao peso, altura, beleza… é outra coisa. .Não acredito em “me desculpe, MAS… não curto. NADA CONTRA”. Sério, não dê essa resposta para si, sua consciência não vai ficar tranquila, pessoa que a usa (é um genérico aqui para os que acham que é questão de gosto).

    É mais ou menos isso, não reviso texto quando vem “de dentro”. Beijão.

  2. Mari, vi seu texto pelo compartilhamento da Lilian Dorea!

    Fantástico, nunca me vi tão bem descrita! Em todos os textos que lemos sobre o assunto, sempre rola uma vibe de ‘superação e conquista’ e isso não existe, não tem o que ser superado, quem tem superações a ser feitas são os imbecis que nos cercam.

    Lindo, muito obrigada por ter escrito isso, suas palavras encheram meu coração de amor!

  3. Baaaaahhhhh Mari! Me indentifiquei e muiiiito com o inicio desse texto… em relação a minha família (que dizia ”como eu era bonita de rosto, pq não emagrece?” e na escola com esses apelidinhos ridiculos.
    Lembro uma vez que fiquei com um garoto e ele me disse “não comenta com ninguém” e eu sabia o motivo haha hj eu dou risada de cada situação…
    Ontem mesmo em casa, eu coloquei um vestido, pq tava mto quente, e minha irmã disse “nossa não ta curto isso não?” e eu disse q ficaria em ksa, e que meu vestido era mais comprido que muita roupa dela… e ela me respondeu “olha meu corpo e olha o seu” e eu disse “quer dizer que pessoas magras podem mostrar a bunda???”

    Já me senti mal, já me senti mal amada, baixa auto estima, já não quis sair de casa. Maaaas, um certo dia, abri meus olhos e disse “Cara, eu sou bonita e vou provar isso pra mim mesma” e tudo mudou… continuo GORDA sim! Mas meu pensamento e meus valores são outros! Hoje em dia recebo elogios sinceros de amigos e pessoas desconhecidas… e eu to na fase mais gorda heim! rsrsrs
    Acho que a insegurança atrapalha da gente acreditar em nós mesmas, hoje eu tô segura, muita bem amada por mim mesma!

    Parabéns pelo texto (:

  4. Vc é linda! Eu tb sou, pelo menos me acho, linda…rs Te entendo, sei como é o preconceito escroto, mas eu sou assim, gorda, não vou deixar de ser, e aprendi a me gostar assim… Me preocupo com questões de saúde, tento fazer exercícios por causa disso, mas se eu emagreço muito me sinto…feia…kkkkk, parece que deixo de ser quem sou.
    Faz tempo que deixei de me preocupar com o que os outros pensam a respeito disso, eu apenas respeito minha natureza, é assim que sou, e querer entrar numa calça 40 seria lutar contra a natureza, contra mim, um processo agressivo…
    Quanto aos outros, bem, os outros são os outros…
    Um beijo sua linda!

  5. Mari, me desculpa. Sério.
    Eu não me lembro de já ter feito discriminação com pessoas gordas, mas eu já as julguei.
    Sempre achei que gordura era sinônimo de relaxamento, preguiça, até falta de bom senso. Mal sabia que a sem noção era eu.
    Mas de uns anos para cá eu amadureci. Estive do outro lado da moeda diversas vezes (sofro com meus hormônios), inclusive agora, e sei que não é nada disso. Sei o quanto dói quando alguém diz “mas emagrecer é tão fácil…”, sei o quanto dá raiva quando as pessoas ficam vigiando minha comida e dizendo que é absurdo eu comer o que como, sendo gorda como sou. Como se só as pessoas magras tivessem o direito de comer à vontade.
    E não sinto raiva, tristeza e revolta porque gostaria de ser mais magra, mas porque gostaria que as pessoas me aceitassem como sou.
    Mas é difícil mesmo. Eu me olho no espelho todos os dias e me amo, me sinto linda, e sei que sou linda. Mas existe aquela sensação ruim de que estou “fora dos padrões” e que as pessoas à minha volta estão me julgando, exatamente como eu fazia antes.

    Eu te peço desculpas por ter sido uma dessas pessoas mesquinhas. E te desejo força e autoconfiança.
    Você é linda, moça! De verdade! E se alguém diz o contrário, ignore, porque eles estão errados.

    Bjs!

  6. Mary querida, a vida de uma magricela na infancia e na adolescencia na minha época, a coisa também não era facil.. as pessoas são perversas,até hoje evito saias e vestidos que não sejam longos.Cambitos, perna de saracura, olivia palito, pau de virar tripa..eram esses os meus apelidos. O que nos salva é que isso nos afeta sim, mas não te todo. Belo texto!!! bjo

  7. Comigo rolou o contrário. Fui magra durante 22 anos da minha vida. Por conta de alguns problemas emocionais ganhei 37 quilos, e fiquei bem gorda. E eu não consigo me aceitar nesse corpo, em hipótese alguma. Sei que é feio e triste dizer isso, mas não consigo ver sensualidade num corpo gordo, obeso. Para mim, é impossível ser feliz assim. Eu me sinto pesada, os movimentos são mais difíceis, tudo é mais cansativo. Nenhuma roupa cabe, só aquelas coisas feias tipo plus size. Ultimamente venho me sentindo melhor, pois já perdi 15 quilos. Acho legal ver que existem pessoas que lutam para quebrar esse tipo de paradigma. Mas eu, infelizmente, escolhi emagrecer porque sou incapaz de me achar bonita, sensual e atraente quando me vejo gorda.

  8. O padrão de beleza nos enjaula, e impede com que encontremos a nossa felicidade. Desde o momento eu que conheci o feminismo me libertei como mulher, porque eu sei que apesar dos olhares, somos muito mais felizes. Atire a primeira pedra quem nunca sofreu nenhum tipo de preconceito. na escola eu tb sofri bullyng, mas ao contrário da nossa blogueira nunca tive “quilos a mais”, mas eu sofria bullying porque meu jeito de ser era diferente, eu falava o que pensava, e uma vez eu descobri o motivo. Um garoto do meu colégio queria ficar comigo e eu disse não,e por causa disso ele saiu espalhando difamações sobre minha pessoa. Eu já tive uma sla enorme de 40 pessoas rindo de mim. mas isto me fez mais forte.. e olhando pra trás.. hoje com 24 anos.. lembro como damos valor as coisas bobas na adolescência.. mas faço o meu clamor: mulher unidas mudam o mundo. vamos nos unir porque o machismo nos oprime a cada dia por infintas razões desconexas q só sustentam o status quo

  9. Você é linda, e não deixe ninguém te falar ao contrário. Também sou gordinha, e hoje, muito bem resolvida. Mas também já tive problemas – e muitos- com isso.

    Me mande um e-mail para que possamos conversar melhor.

    Juliana

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