tranquila.

Tranquila, vou levando a vida tranquila. Inspirada pela Thalma de Freitas, sem medo algum do mundo e sem me preocupar, vou levando a vida tranquila.

E sabe por que faço isso? Não tenho motivos para me preocupar. Não jogo-lhe má sorte, nem maldade e nem ignorância. Não mando-lhe inveja, mau agouro, discórdia. Não desejo-lhe nada que não mereça. Não tenho mais medo da morte. Quero que passe direto por mim a doença do mundo: a falta de amor. O afeto que emprego nas relações cotidianas não são cativas de você. Isso porque pra você tudo é volúvel, descartável e sem emoções eternas. Isso porque você é covarde. Não pensa no que é vivo, no que pulsa, no que é real. Pensa num projeto de você que está longe de atingir.

Quero que a maldade, a mentira e a falta de crença que te dominam sigam com você enquanto te fizerem bem. Se é que um dia fizeram. Olhe ao redor. O que tem acumulado? Nada. Os humanos foram pra longe de você. Ninguém aguenta suas desculpas, seu dolo, sua postura. Ninguém aguenta o que você é. Talvez alguém aguente em troca de meia dúzia de carinhos. Mas saiba que os primeiros braços mais confortáveis que achar entrarão no lugar dos seus. Tenha certeza.

A vida vai me levando na brisa leve, na falta de sol e no choro que me acompanha. Já não é de tristeza. Tomada pela pena que sinto, vou tentando mandar o melhor de mim para o mundo. Quem sabe chega em você. Nem sempre as energias se direcionam só para quem merece, não é mesmo?

Sim. Esse post foi um desabafo. Não tem poesia, não tem ficção, não tem dúvida e nem pesar. Só tem uma dor que foi embora. Uma preocupação acabada. Um fim sem recomeço. Um novo tesão na vida.

Desabafo.

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