O retorno

Como diria Sheldon: Im ba-a-a-ack.

Voltei porque agora tô livre da escravidão de 9 horas diárias de trabalho e aproveito pra dar aquela desabafada.
É que eu sou da área de comunicação, amo o que eu faço e todas as perspectivas que isso pode me trazer. E hoje é dia do jornalista! E eu acho que o jornalismo tem seus problemas e os jornalistas também. Explico.

Tenho muitos amigos e amigas jornalistas. Amo a maioria deles (tem sempre os preferidos, claro <3). Mas uma coisa é irritante: o conformismo da nossa categoria, gente! Como pode (sério, como pode?) trabalhar 8h, 9h por dia e achar normal, quando a lei diz que devemos trabalhar 5 horas, no máximo 7 horas, contando as 2 a mais como horas extras? Jornalista come ovo e arrota caviar. Não se reconhece enquanto categoria, enquanto classe trabalhadora. Sim, isso é uma crítica a maioria dos meus amigos/coleguinhas! Se acham uma categoria diferenciada de trabalhadores, porque lidam diariamente com o que as pessoas lêem. MAS SOMOS TODOS TRABALHADORES.

Outro problema que assola o jornalismo é o jabá. Gente, é ingresso de show, é cosmético, roupa, produtos para casa, doces, brindes… (poderia passar o dia digitando a infinidade de jabás que meus colegas e ex-chefes ganham e já ganharam). Acho sim um problema. Isso porque tenho muitos amigos éticos, que embora recebam brindes e presentinhos caros de empresas em geral, preferem manter sua retidão e sua dignidade. Mas e os que se vendem por tão pouco? Ok, às vezes nem tão pouco assim.

Em dois meses trabalhando em uma empresa de conteúdo “”””feminino”””” (a explicação das aspas fica pra um próximo post), sem escrever NENHUMA pauta, apenas atuando na área de web, recebi dois “jabás”. Coloco em aspas porque não foram exatamente jabás. O primeiro deles foi um conjunto de esmaltes que uma assessora me mandou. Digo que não foi bem jabá porque não tinha release dos esmaltes, nenhum pedido de publicação, nada. Eram apenas “lembrancinhas” pra eu não me esquecer da marca. O outro foi de um empresa de filmes para internet. Me mandaram um cartão de 6 meses grátis e (PASMEM) um ovo de páscoa de chocolate francês. Esse sim vinha com release, com detalhes que eu deveria lembrar, mas não me lembro, porque não me alinho com esse tipo de pauta.

Não divulgo empresas. Não finjo estar tudo bem. Trocaria o dia do jornalista por outros 364 dias de valorização profissional e conscientização da categoria. Vamos juntos!

= )

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2 opiniões sobre “O retorno

  1. Emocionei. <3

    Hj em dia, com o advento dos blogs, essa coisa do jabá tá cada vez mais escancarada. Qtos blogs de beleza, por ex., a gente não ve fazendo post disfarçada de publieditorial?

    Vender aquilo que a gente tem de mais unico e valioso, a nossa OPINIÃO, é algo bem, bem triste.

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