Menino Juan, que não fique impune

São muitos Juans todos os dias no Rio de Janeiro. Mas não me canso de sentir revolta, desânimo. Essa polícia não tem limites, não tem lei submeta esses policiais covardes. Na ficha criminal dos crápulas, quase 30 autos de resistência.

Juan tinha 11 anos estava desaparecido desde o dia 20 de junho. Desaparecido pra nós, porque a polícia com certeza sabia muito bem onde o menino estava. O que me deixa mais revoltada é a cara de pau dos sujeitos. Eles continuam insistindo na versão de que teriam “trocado tiros com suspeitos”, sendo que as cápsulas encontradas no local são apenas de balas vindas das armas dos próprios policiais.

Até quando?

Quantos Juans perderemos até que esses autos de resistência sejam investigados com seriedade? O que faz com que esses policiais tornem-se seres humanos tão crueis? Até quando a mentira, o abuso, a violência vai ser a base do comportamento de boa parte dos policiais do Rio de Janeiro, principalmente dos que atuam nas áreas mais pobres?

Os furos e supostos erros desse caso são impressionantes. Qualquer pessoa com o mínimo de senso crítico questionaria a demora, os erros da perícia, a falta de vontade política dos responsáveis pela investigação.

E fica a dúvida: “Quem vai pagar por isso?”. Essa foi a pergunta do pai de Juan.

Eu acrescentaria: Quem e quando?

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